A inconstância do ritmo...

... e a permissão para o descanso

Por Priscila Bastos · 09 de agosto de 2026
Imagem de abertura da matéria: A inconstância do ritmo...

A semana que passou foi relativamente pesada.

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Muitas atividades importantes no trabalho. Na vida pessoal, as obrigações da vida adulta. E, além disso, a questão de lidar com as oscilações hormonais femininas — e, em relação a esse ponto, eu nem tinha me atentado.

Foi uma semana em que estive mais irritadiça. Até atividades que gosto muito de praticar estavam me gerando peso.

Exemplo: meu amado pilates de toda terça-feira.

E, em respeito ao meu corpo e ao pedido dele por descanso, faltei à aula.

Até aquele momento, eu ainda não estava atenta à minha questão hormonal mensal.

Assumo que me senti bem culpada por faltar.

Fui o caminho todo da volta do trabalho e da não ida ao pilates, remoendo e relendo, nos meus pensamentos, os posts que vejo no Instagram, falando que temos que ir mesmo cansadas. Que o maior compromisso é aquele que temos conosco e, por esse motivo, temos que cumprir. Que podemos escolher ir sem vontade e fazer os exercícios ou então não ir e lidar com a culpa.

E eu usava esses pensamentos para me punir por ter feito uma escolha.

Uma escolha que, no final, também era sobre respeitar o que eu precisava.

Respeitar o descanso que o meu corpo estava clamando.

Na quarta-feira, acordei mais descansada. Mas, mesmo assim, ainda cansada.

E eu não estava entendendo o que estava acontecendo.

Menos pique.

Menos paciência.

Menos simpatia.

Porém, só na quinta-feira me dei conta.

Olhei a cartela da minha reposição hormonal e lá vi que o meu medicamento estava acabando. Isso significava que eu estava passando por um período mais delicado do mês, em que geralmente fico mais sensível e cansada mesmo.

E que isso pedia o meu respeito.

Respeito comigo.

Com o meu corpo.

Com a minha feminilidade.

Isso me fez refletir.

Por que nós, mulheres, queremos sempre fazer tudo? Ter o mesmo grau de disciplina, independentemente do dia ou do que estamos passando?

Dar conta da casa, dos exercícios, dos filhos, do marido e, principalmente, do trabalho de forma excepcional.

Mas em que momento ouvimos o que o nosso corpo está dizendo?

O corpo fala.

Nossas emoções falam.

E venho, com o passar dos anos, aprendendo a ouvir.

Às vezes, os ouvidos falham.

Mas, como exercício, escolho colocar no meu dia a dia mais carinho por mim e menos culpa.

E isso é muito difícil.

Escolho me permitir não estar 100% o tempo todo.

Me permitir descansar quando necessário.

Porque talvez disciplina também seja isso.

Não aparecer todos os dias com 100% da performance.

Mas saber se ouvir.

Saber reconhecer os próprios limites.

E respeitar quando o corpo pede um tempo.

Então, meu desejo para esta semana é que você se escute.

Que você perceba o que o seu corpo está tentando dizer.

E que entenda que disciplina não é aparecer todos os dias com 100% da performance.

Disciplina também é saber parar.

É se ouvir.

É se respeitar.

É entender que, às vezes, descansar também é fazer o melhor por você.

Um pouco mais de carinho.

Um pouco menos de culpa.

Talvez seja disso que precisamos.

Texto escrito 100% por Priscila Bastos e editado por IA (afinal, precisamos usar as ferramentas que temos para aprimorar o nosso trabalho, sem permitir que elas nos façam perder aquilo que nos torna humanos).

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